terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cachoeira do Campo e a Jornada Mineira de Patrimônio Cultural

A AMIC – Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo convida a população do distrito e dos distritos circunvizinhos, e em especial os moradores do Bairro das Dores e Santa Luzia, a participarem de mais um evento da entidade dentro da Primeira Jornada Mineira de Patrimônio Cultural:
Dia 15 de Setembro de 2009 (Terça – Feira)
Horário: 12: 00 hs Repique festivo de sinos da Igreja das Dores, primeira desta invocação no Brasil, em honra a sua padroeira Nossa Senhora das Dores
Horário: 19 hs:30 min
Local: Salão Paroquial da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré
Praça Felipe dos Santos s/n° - Centro
Audiência Pública: “Igreja das Dores, sua importância, sua história e sua preservação”
Tomada de caminhos e soluções, participação nos debates: AMIC, Arquidiocese de Mariana, Prefeitura Municipal de Ouro Preto, Cecor/UFMG, Conselho Municipal de Patrimônio, Ministério Público e a comunidade.

Memória de Nossa Senhora das Dores

"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar"!Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; Suas sete dores que encontraram seu ponto mais alto no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o Seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora pelas dores, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim oblação de Si para uma Civilização do Amor. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cachoeira do Campo revive o Setenário das Dores

De 28/03 a 03/04 a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré realizará o Setenário das Dores da Virgem Maria. A cerimônia que acontecia até muitos anos atrás havia ficado esquecida, mas agora será realizada como mais um ato de piedade e fé neste tempo da quaresma. A celebração das Dores da Virgem Santíssima acontecerá às 19 horas na Matriz.
Um pouco da história...
Nesta Região dos Inconfidentes nasceu uma das principais celebrações quaresmais - o ‘Septenário’ das Dores - uma das mais belas tradições de Minas Gerais, celebrado nas sete sextas-feiras que antecedem a Semana Santa. A meditação do “Stabat Mater” (estava a Mãe Dolorosa, junto a cruz, lacrimosa) convida todos ao recolhimento e a meditação sobre o exemplo e os sofrimentos da mais sublime das mulheres; nesta cerimônia há grande presença da música setecentista, o latim, o incenso, os motetos e muita fé.As sete dores de Maria, representadas nos sete punhais, são: 1ª Quando Maria ouviu do velho Simeão que uma espada de dor transpassaria sua alma, 2ª A agonia na fuga para o Egito, 3ª A amargura de Maria ao perder seu filho amado no Templo de Jerusalém, 4ª O encontro com seu amado filho com a pesada cruz nas costas, 5ª A agonia que teve Maria ao ver morrer seu Filho crucificado entre dois ladrões, 6ª A angústia que teve Maria quando despregaram da cruz o corpo de seu Filho e o colocaram em seus braços e a 7ª A soledade que teve Maria ficando sem seu filho, nem vivo, nem morto.


"Nossa Senhora das Dores não será sempre sofrer e derramar lágrimas, mas uma postura de coragem, de amor e de vida."
Cônego Simões, 2008

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oração à Nossa Senhora das Dores




Oração à Nossa Senhora das Dores
(15 de setembro)

Ó Mãe das Dores. Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida. Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma. Amém.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um pouco da história da Igreja de Nossa Senhora das Dores


IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

Construída no ano de 1761 para as celebrações da Semana Santa, a graciosa Igreja de N. Sra. das Dores torna-se bela em toda sua singeleza. O que chama logo a atenção de quem entra é o seu forro todo ornamentado com painéis artisticamente pintados. Figurando o centro do teto da capela-mor está N. Sra. das Dores em meio a alguns anjos. Interessante notar nesta composição que N. Sra. das Dores parece ferir, com uma de suas espadas, o homem que está ajoelhado a seus pés. Deduz-se disto que esta cena deva representar um ex-voto, isto é, alguém que alcançando uma graça a mandou representar em sua lembrança. Os 15 painéis da nave, todos de inspiração medieval, representam a paixão de Cristo, desde o horto das oliveiras até a ressurreição. Deve-se notar ainda a balaustrada original que divide a nave e o curioso piso de lajotas de barro cozido, que cobre todo o corpo da igreja, com suas marcas de patinhas de cachorro e dedos de crianças peraltas.
A expressiva imagem de N. Sra. das Dores possui a curiosidade de ser uma imagem de roca. Chegou em Cachoeira nos meados do século XVIII e possuía várias jóias, que desapareceram. Conta a lenda que sob os auspícios de certa senhora chamada Maria Dolorosa, esta imagem percorria as casas de Cachoeira angariando fundos para se construir a igreja. Uma outra antiga lenda afirma que os inconfidentes reuniam-se em seu interior para, do alto de sua torre esquerda, espionar o Visconde de Barbacena em seu Palácio. Ainda hoje é possível avistar as ruínas do Palácio de Campo do alto desta mesma torre.
Recentemente a igreja sofreu uma grande restauração, porém algumas de suas pinturas já se acham deterioradas.



Rodrigo Gomes
Textos e Fotos



Tragédia anunciada...


Parte do forro de igreja histórica vem ao chão.

Na madrugada da última sexta-feira, 04 de janeiro, parte do forro ricamente trabalhado da Igreja de Nossa Senhora das Dores (1761) em Cachoeira do Campo (Distrito Histórico de Ouro Preto), literalmente caiu. Vindo ao chão parte de dois quadros da via-crúcis retratada no mesmo.
Uma devota da Virgem das Dores que tem o costume de sempre rezar as sextas-feiras pela manhã viu o ocorrido e comunicou a zeladora.
A paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, responsável direta pelo templo, foi comunicada e o representante para assuntos ligados ao patrimônio foi acionado e logo veio verificar os fatos. O mesmo ocorreu com comunicado feito via telefone à Secretaria Municipal de Patrimônio de Ouro Preto.
De imediato a paróquia pediu a interdição da Igreja, tanto para os ofícios religiosos quanto para outras atividades, pois não se sabe do risco do resto do forro também ceder a qualquer instante.

Matéria vinculada nos jornais da região Janeiro/2008.